Meu interesse na área de Antropologia pode ser considerado como
uma consequência de minha trajetória acadêmica. Durante
o curso de Engenharia Elétrica, percebi que meu interesse pela técnica
e pela ciência não era orientado à sua execução,
mas sim pela reflexão crítica de seus fundamentos epistemológicos
e de suas relações com o homem e a sociedade. Sendo assim,
ingressei no curso de filosofia, onde pautei minha formação
em torno da área de Filosofia da Ciência.
Durante o curso de filosofia, tive contato com a área de Antropologia
Filosófica, que, sem sombra de dúvida, marcou sobremaneira
meu posicionamento a respeito dos temas com os quais vinha trabalhando.
Em decorrência disto, iniciei um processo de aproximação
com a área de Antropologia, que culminou com o ingresso em um grupo
de pesquisa (NUPACS – Núcleo de Pesquisa em Antropologia do Corpo
e da Saúde, coordenado na época pela profa. Ondina Fachel Leal)
do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social
da UFRGS. No NUPACS desenvolvi atividades envolvidas com a sistematização
e gerenciamento de dados etnográficos, tendo oportunidade de adquirir
experiência em métodos e técnicas de pesquisa etnográfica.
O que se configurava, então, como um interesse interdisciplinar,
acabou revelando-se como uma forte afinidade com o referencial teórico,
o objeto de estudo e, principalmente, com o olhar antropológicos
sobre o homem. Decidi, então, orientar minha carreira acadêmica
para a área da Antropologia, vindo a ingressar no Programa de Pós-Graduação
em Antropologia Social da UFSC, onde obtive o título de mestre em junho de 2000.