
Alberto Caeiro, pormenor do mural de Almada Negreiros na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1958).
Pretenso mestre dos outros
heterónimos e do poeta ortónimo, Caeiro pretende surgir-nos como um homem de visão
ingénua, instintiva, gostosamente entregue à infinita variedade do espectáculo das
sensações, principalmente visuais, por hipótese desfrutáveis por um rural clássico
reinventado. Em teoria, Caeiro defende que o real é a própria exterioridade, que não
carece de subjectivismos. Proclama-se antimetafísico, é contra a interpretação do real
pela inteligência porque, no seu entender, essa interpretação reduz as coisas a simples
conceitos. Caeiro é fácil de reconhecer por um certo objectivismo visualista que faz
lembrar Cesário Verde, pelo interesse pela Natureza, pelo ritmo lento. (in Edições
Sebenta)
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Ficções
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