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Álvaro de Campos, pormenor do mural de Almada Negreiro na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1958)


Engenheiro naval "franzino e civilizado", o mais fecundo e versátil heterónimo de Fernando Pessoa, é também o mais nervoso e emotivo, que por vezes vai até à histeria. Com algumas composições iniciais que algo devem ao Decadentismo, Álvaro de Campos é, sobretudo, o futurista da exaltação da energia , da velocidade e da força da civilização mecânica do futuro, patentes na "Ode Triunfal". É o sensacionalista que pretende "sentir tudo de todas as maneiras", ultrapassar a fragmentaridade numa "histeria de sensações". (in Edições Sebenta)


Adiamento
Lisboa Revisited (1926)
Là-Bas, Je ne sais où
Vilegiatura
Clearly Non-Campos!
Vai pelo cais fora um bulício de chegada próxima
Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da baixa
Começo a conhecer-me. Não existo.
O ter deveres, que prolixa coisa!
Que lindos olhos de azul inocente os do pequenito do agiota
O descalabro a ócio e estrelas
Ora, até que enfim,...perfeitamente,...
Bicarbonato de Soda
Mas eu, em cuja alma se refletem...
Eu, eu mesmo...
Os antigos invocavam as musas
Quando olho pra mim não me percebo
Demogorgon
Apostila
Escrito num livro abandonado em viagem
Pecado Original
Não, não é cansaço...
Passagem das Horas
Tabacaria
Apontamento
Aniversário
Magnificat
Todas as cartas de amor são ridículas
O Binômio de Newton
Poema em Linha Reta
Encostei-me
Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir
Ah, um soneto!
Há mais de meia hora
Ah, perante esta única realidade
Dobrada à Moda do Porto
Eros e Psiquê

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