( ...E assim vêdes, meu Irmão, que as
verdades que vosforam dadas no Grau de Neófito, e
aquelas que vos foram dadas no Grau de Adepto Menor, são,
ainda que opostas, a mesma verdade. )
(Do Ritual Do Grau De Mestre Do Átrio Na
Ordem Templária De Portugal)
Conta a lenda que
dormia 
Uma Princesa encantada
A quem só
despertaria
Um Infante, que viria
De além
do muro da estrada
Ele tinha que, tentado,
Vencer o
mal e o bem,
Antes que,
já libertado,
Deixasse
o caminho errado
Por o que
à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera,
dormindo espera,
Sonha em
morte a sua vida,
E orna-lhe
a fronte esquecida,
Verde,
uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber
que intuito tem,
Rompe o
caminho fadado,
Ele dela
é ignorado,
Ela para
ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela
dormindo encantada,
Ele
buscando-a sem tino
Pelo
processo divino
Que faz
existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela
estrada fora,
E falso,
ele vem seguro,
E
vencendo estrada e muro,
Chega
onde em sono ela mora,
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça,
em maresia,
Ergue a mão,
e encontra hera,
E vê que
ele mesmo era
A
Princesa que dormia.