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da folha
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centro, departamento, curso, disciplina
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Título (original) do texto
lido
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Nome do autor do texto
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Identificação da fonte
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Mensagem principal (idéia
central) contida no texto
E X E M P L O
ALUNO:
PÔNCIO PILATOS DOS SANTOS
Universidade
Federal de Santa Catarina
Centro
de Filosofia e Ciências Humanas
Departamento
de Geociências
Curso
de Geografia
GCN
5101 - Fundamentos de Astronomia e Geodésia
Título
do texto: A reforma do planeta Marte
Autor:
Frederick Turner
Fonte:
Revista Superinteressante n° 7, julho de 1991, p. 18-24
Mensagem
principal: Transformar Marte num planeta capaz de vir a ser habitado futuramente
pelos seres humanos.
RESUMO
Um dos projetos mais ousados
e ao mesmo tempo mais cativantes propõe nada menos que reconstruir
o planeta Marte, isto é, moldar seus recursos naturais, a ponto
de torná-lo menos hostil à sobrevivência do homem.
Na Terra, ocorreram muitas transformações até que
a vida que conhecemos surgisse. O hidrogênio gasoso combinou-se com
o oxigênio para formar água: foi dessa maneira que surgiu
a maior parte da água dos oceanos terrestres. Se tantas transformações
ocorreram na Terra por meios biológicos, não poderia também
acontecer em Marte? Os céticos poderiam insistir, dizendo que nenhum
organismo terrestre contemporâneo sobreviveria muito tempo em Marte.
Mas a questão da água poderia ser resolvida a partir das
pequenas reservas de vapor existentes na atmosfera e conhecidas desde o
pouso da nave americana Viking I, em meados da década de 70. Análises
detalha-das da atmosfera indicam que a pressão atmosférica
em Marte já foi alta o bastante para liquefazer a água. Um
fato essencial é a cor da superfície marciana: se o solo
ficar mais escuro, refletirá menos luz e elevará a temperatura
do planeta. O calor, em seguida, libertaria gases atualmente congelados
e contribuiria para aumentar a pressão do ar, facilitando o livre
curso da água sobre o solo. O impacto dos meteoros artificiais também
aqueceria rochas mais profundas e isso talvez faça ressuscitar o
extinto Vulcão Olympus Mons. Mesmo se apenas uma fração
dos gases liberados por tal impacto permanecesse na atmosfera marciana,
seria o suficiente para aumentar consideravelmente sua pressão e
temperatura e enchê-la de vida. Muitas das mudanças necessárias
em Marte poderiam surgir pelo emprego da nanotecnologia, por meio da qual
podem-se forjar estruturas microscópicas na superfície dos
metais. Os nanotecnólogos seriam incumbidos de projetar microfábricas
químicas para extrair minerais e gases úteis do solo de Marte.
Vamos supor, no entanto, que se possa criar um ambiente controlado, análogo
ao de Marte, de tal modo que as formas marcianas de vida pudessem engendrar-se
a si mesmas. Os biólogos, de fato, já estão tentando
exprimir a genética dos organismos na forma de programas de computador.
A luta pela sobrevivência selecionaria determinadas características
dos organismos, cada vez mais velozmente, de geração em geração.
Surgiriam, assim, os organismos adaptados para viver em Marte. Nessa seqüência,
o primeiro objetivo seria extrair dióxido de carbono da atmosfera
e do solo rochoso. Junto com a água, liquefeita pelo calor adicional,
substâncias constituiriam um ambiente parecido com o da Terra. Em
apenas quarenta anos, o trabalho de jardinagem planetária imaginado
pelo escritor Frederick Turner terá tornado Marte um agradável
lugar. Em alguns pontos de Marte, a cor do céu tende ao púrpura.
A bela cor vermelha de Marte, associada ao sangue, talvez explique por
que gregos e romanos o tinham na conta de deus da guerra e pode, também,
ter ajudado a transformá-lo em um mito. Marte, mais do que qualquer
outro planeta, é bastante parecido com a Terra. Está apenas
50% mais distante do Sol do que a Terra e seu ano dura aproximadamente
o dobro do ano terrestre.