Das Unbewußte
J. Mittelstraß
Vor allem in der sich an S. Freud anschließenden Psychoanalyse verwendeter Terminus für wirksame und
dennoch unbemerkt verlaufende Psychische Prozesse. Die Annahme
derartiger prozesse definiert die Tiefenpsychologie.
Die Vorgeschichte der Annahme unbewußter psychischer bzw. geistiger Ereignisse
und Energien reicht von der archaischen Medizin über die Anamnesislehre
(Anamnesis) Platons, die psychotherapeutischen Praktiken der antiken Philosophie, die Besessenheitsvorstellungen des ausgehenden Mittelalters und der frühen Neuzeit, die Lehre
von den unmerklichen
Perzeptionen in der Monadentheorie
(Monade) und Erkenntnistheorie von Leibniz bis
hin zur dynamischen
Psychiatrie der zweiten Hälfte des 18. Jahrhunderts (Gassner, Mesmer). Den Begriff
des U.n führt 1846 C. G. Carus in die Philosophie
ein. Für ihn ist - anknüpfend
na romantische Konzeptionen,
insbes. in Naturphilosophie und Medizin - das menschliche Seelenleben wesentlich durch ein bewußteinsfähiges
bzw. ein
bewußtseinsunfähiges U.s bestimmt.
Hartamnn verbindet - an Schelling und
Schopenhauer anknüpfend - ebenfalls einen naturphilosophischkosmologischen Begriff
des U.n ('absolut U.s') mit
dem Begriff eines psychischen U.n ('relativ U.s'). Er sieht den kosmischen
Prozeß als eine Bewußtwerdung des metaphysisch gedachten 'absolut U.n' an; das psychische U. wirkt sich naturgesetzlich
im Bewußtsein aus. In dem von
Lipps 1883 vertretenen philosophischen Ansatz ist das 'Unbewußtsein' das eigentliche reale Psychische. Lipps unterscheidet das prinzipiell bewußtseinsunfähige U. vom bewußtseinsunfähigen U.n, das noch
keine ichliche Zentrierung hat. Er lehrt eine
Dynamik der unbewußten Prozesse und unterscheidet
die ihrem Wesen nach völlig
unbekannten seelischen Erregungen von den inhaltlich ins Bewußtsein tretenden psychischen Repräsentanzen. Sein Schüller Geiger weist in phänomenologischer Perspektive nach, daß das Wollen
als Gesamtphänomen von sich aus
bereits auf die immanente Realität
unbewußter Instanzen angewiesen ist. Gedächtnisdispositionen und sonstige psychische Anlagen sind nach
Geiger zwar bereits ichlich zentriert, jedoch prinzipiell bewußtseinsunfähig.
Freuds Theorie des U.n vereinigt ein psychologisch-praktisches und ein wissenschaftstheoretisch-metapsychologisches
Interesse. Das Gedächtnis, die
Erinnerungen, Lücken im Bewußtseinsleben, Fehlleistungen, Witze, Träume und die
Erfahrungen mit der Hypnose
geben Anlaß zur Annahme einer
unbewußten bzw. vorbewußten Dimension
des psychischen Lebens. Insofern sich dieses U. genetisch auf frühkindliche
Verdrängungen und infantile Amnesien bewßter Inhalte vor allem des
Sexualbereichs zurückführen
läßt, ist es für den Ausbruch
neurotischer Erkrankungen verantwortlich. Im psychoanalytischen Prozeß (Anamnese, Widerstand, Übertragung usw.) wird unter Anwendung
bestimmter Techniken und unter Ausnutzung
stets wiederkehrender Ereignisse versucht, einen Zugang zu
den einer Verschiebung und Verdichtung unterworfenen Vorstellungen zu gewinnen, sie mit psychischer Energie besetzt zu erinnern,
um auf diesem Wege die neurotische
Symptomatik zu beseitigen. Mit seiner Metapsychologie verbindet Freud zusätzlich zu den
therapeutischen Zielsetzungen
das Interesse, die Psychoanalyse als Wissenschaft zu etablieren. Er unterscheidet topisch die psychischen Instanzen des U.n, Vorbewußten und Bewußten, dann die des Es, des
bewußten Ich und des die
sozialen Repräsentanzen vereinigenden Über-Ich, bezieht sie in ihrer Konkurrenz dynamisch aufeinander und zieht eine
energetische Bilanz hinsichtlich der unter der Herrschat des Lust-Unlust-Prinzips
(später auch des Todestriebs) stehenden psychischen Prozesse. Die metapsychologischen
Annahmen werden als wissenschaltliche Hypothesen verstanden, die sich der kritischen
Überprüfung zu stellen haben. Freud verficht durchgehend die These, das die Psychologie eine Naturwissenschaft sei und die Psyche
folglich von einem somatisch und gesetzmäßig wirksamen U.n reguliert werde, in das bislang noch jede Einsicht
verwehrt sei. - Freud wendet
seine Theorie des U.n, vermutlich durch Jungs Lehre
vom hereditären kollektiven U.n (Archetypus) beeinflußt, auch auf die Kulturtheorie
an.
O Inconsciente
Sobretudo na psicanálise que se associa propriamente a
Freud, termo empregado para se referir a processos psíquicos eficazes, porém,
despercebidos. A suposição desse tipo de processo define a psicologia em sua
profundidade. Os antecedentes da suposição dos acontecimentos e energias
psíquicas inconscientes, ou mentais, passam pela medicina arcaica sobre a
teoria da reminiscência (Anamnesis) de Platão, as
práticas psicoterapêuticas da filosofia antiga, as
idéias acerca da obsessão na baixa Idade Média e nos primórdios da Modernidade,
a doutrina das percepções invisíveis na teoria das mônadas
e na teoria do conhecimento de Leibniz, até a Psiquiatria dinâmica da segunda
metade do sec. XVIII (Gassner,
Mesmer). Carus introduziu
em 1846 o conceito de inconsciente na Filosofia. Para ele - ligando os
conceitos românticos, especialmente na filosofia natural e Medicina -, a vida
mental humana é essencialmente determinada por um inconsciente ativo e um
inativo. Hartmann - ligando Schelling
e Schopenhauer - reúne igualmente um conceito de
inconsciente cosmológico-filosófico-natural (inconsciente absoluto) com o
conceito de um inconsciente psíquico (inconsciente relativo). Ele considerou o
processo cósmico como uma evolução da consciência do inconsciente pensado
metafisicamente; o inconsciente psíquico age na consciência segundo leis
naturais. No princípio filosófico proposto por Lipps,
o 'inconsciente' é o dado psíquico genuinamente real. Lipps
distinguiu o inconsciente ativo do inativo, este último sem qualquer
centralização do ego. Ele introduz a dinâmica dos processos inconscientes e
distingue as excitações mentais inconscientes - sua natureza inteiramente
desconhecida -, das representações psíquicas inerentes ao consciente. Seu
discípulo Geiger mostrou, a partir de uma perspectiva
fenomenológica, que o desejo, enquanto fenômeno global em si já está indicado
na realidade imanente da instância inconsciente. Disposições da memória e
outras construções psíquicas, segundo Geiger, já
estão sem dúvida centralizadas no ego, embora a princípio inativas.
A teoria freudiana do inconsciente reúne um interesse psicológico-prático e um epistemológico-metapsicológico. A memória, as recordações,
as lacunas na vida do consciente, os atos falhos, as piadas, os sonhos e as
experiências com hipnose deram ocasião à suposição de uma dimensão inconsciente
e pré-consciente da vida psíquica. Na medida em que se reduz geneticamente às
repressões da tenra infância e à memória infantil dos conteúdos da consciência
de natureza eminentemente sexual, este inconsciente é responsável pelo
surgimento das doenças neuróticas. No processo psicanalítico (anamnese, resistência, transferência, etc.), através do
emprego de determinadas técnicas e através do aproveitamento de acontecimentos
que sempre se repetem, tenta-se obter acesso a representações submetidas ao
deslocamento e à condensação. Tenta-se também recordar tais representações com
a energia psíquica colocada, a fim de remover, desse modo, o sintoma neurótico.
Com sua metapsicologia, Freud reúne, além do objetivo terapêutico, o interesse
de estabelecer a psicanálise como ciência. Ele distinguiu topicamente as
instâncias psíquicas do inconsciente, do pré-consciente e do consciente; então,
ele distinguiu as do id, do ego consciente e do superego que congrega as
representações sociais. Ela recebe em sua concorrência dinâmica uma sobre a
outra e faz o balanço energético a respeito daqueles processos psíquicos que se
encontram sob o domínio do princípio do prazer e do desprazer (posteriormente
também a pulsão da morte). As suposições metapsicológicas
constituir-se-ão como hipóteses científicas que têm de se sujeitar à revisão
crítica. Freud defendeu continuamente a tese de que a psicologia é uma ciência
natural e que, conseqüentemente, a psiqué é regulada
por um inconsciente eficaz somático e regular, acerca do qual é vedado todo
conhecimento. - Freud empregou sua teoria do inconsciente também em sua teoria
cultural, provavelmente influenciado pela doutrina de Jung sobre o inconsciente
coletivo hereditário (arquétipo).
In Mittelstraß, J. (org.)(1996):
Enzyklopädie Philosophie
und Wissenschaftstheorie,
Stuttgart: Verlag J. B. Metzler,
vol. 4, pgs. 386-387 (tradução de Marco Antonio Franciotti).
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